Instrutor de artes marciais é afastado após denúncias de importunação sexual contra alunas em São José dos Campos
Instrutor de artes marciais é afastado após denúncias de importunação sexual contra alunas em São José dos Campos Reprodução/TV Vanguarda A Justiça co...
Instrutor de artes marciais é afastado após denúncias de importunação sexual contra alunas em São José dos Campos Reprodução/TV Vanguarda A Justiça concedeu medidas protetivas contra um instrutor de artes marciais de São José dos Campos denunciado por importunação sexual contra alunas, algumas delas adolescentes. O profissional dava aulas em uma academia que tem parceria com a Prefeitura por meio do programa Atleta Cidadão. O caso foi revelado pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, e confirmado pela Rede Vanguarda nesta segunda-feira (27). Segundo o defensor público Júlio Camargo de Azevedo, oito vítimas denunciaram o instrutor. Entre elas, cinco são adolescentes. As jovens relataram toques físicos e comentários considerados inapropriados durante as aulas esportivas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp De acordo com a Defensoria Pública, o caso chegou ao órgão após as denúncias das vítimas, que afirmam ter sofrido importunação sexual durante as atividades na academia parceira da Prefeitura de São José dos Campos por meio do programa Atleta Cidadão. Agora no g1 Segundo o defensor, os relatos apontam que as condutas eram repetidas e envolviam diferentes alunas. "As violências caracterizavam toques físicos, olhares lascivos, aproximações indevidas, comentários jocosos, que iam sendo praticados com vítimas variadas", afirmou Júlio Camargo de Azevedo. A Justiça determinou o afastamento do instrutor das atividades em 10 de junho. Depois, em decisão liminar publicada em 21 de julho, manteve o afastamento do profissional das aulas e concedeu uma série de medidas protetivas em favor das vítimas. Pela decisão, o instrutor também está proibido de se aproximar das vítimas e de seus familiares. A Justiça ainda determinou que a academia não poderá impedir que pais e responsáveis acompanhem as aulas nem que as atletas utilizem celulares para registrar vídeos das atividades. Outra determinação é para que a Prefeitura de São José dos Campos fiscalize a academia parceira e garanta atendimento psicológico às vítimas identificadas. Segundo a Defensoria Pública, as medidas têm o objetivo de interromper uma situação de violência de gênero que, de acordo com o órgão, ocorria de forma sistemática e proteger tanto as vítimas já identificadas quanto outras atletas. "A Defensoria Pública buscou nessa ação foi dizer: esse é um caso de violência de gênero que ocorre de uma maneira sistemática e que afeta um grupo de mulheres e meninas, jovens atletas de São José, mas que afeta também as futuras atletas de São José, se esse instrutor, por exemplo, permanecesse ali exercendo cotidianamente suas atividades", afirmou o defensor. O que dizem os envolvidos Em nota, a Prefeitura de São José dos Campos informou que ainda não foi intimada da decisão judicial. A defesa do instrutor afirmou que não vai comentar o caso por se tratar de um processo que tramita em segredo de Justiça. O g1 também procurou a academia onde o instrutor dava aulas, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina